sábado, 30 de junho de 2012

A Penélope do Pano Verde (de Alma Welt)


Eis que se tornou um ilusionista
O mais jovem de nós aqui na estância,
E então essa atitude imprevista
Deu por encerrada a nossa infância

Quando voltou-se ele para o jogo,
De pôquer, para ser mais específica,
Indiferente ao meu sincero rogo
Ou ameaças desta alma tão pacífica.

E então começou a nova saga
De distância e reencontros breves,
As cartas oscilando safra e praga...
Foi assim que a tal Penélope virei,
Enquanto desfazia com mãos leves,
Tristes teias à espera do meu rei...


domingo, 24 de junho de 2012






Palavras do Rodo (de Alma Welt)

"Iremos, minha irmã, até o topo
De nossas ilusões, sonhos e metas,
Sempre atentos a não perder o escopo,
Tu, com essa mão do sal com que sonetas,"
"Eu, nos venais cassinos deste mundo
Pela trilha abismal do pano verde;
Tu, nos versos com o teu pensar rotundo,
A negacear um navegante nada nerd."
"Mas quando em janeiro entrecruzamos
Nossas órbitas, o distante e a saudosa,
De novo como sempre nos amamos."
"E por um mês inteiro, talvez dois,
Retornamos à parelha escandalosa
Que não deixara o amor para depois..."