"Alma"- apresentou-se o visitante:
"De Baden Baden venho muito aflito
Pois teu irmão, que era o meu mito,
Perdeu tudo e queria ir adiante..."
"Não logrei, pois, arrastá-lo do Cassino.
Naquela mesa estava já há dias,
Perdera todas suas economias,
Simplesmente murmurando ser destino."
"Por quê o abandonaste?" Eu perguntei.
"Se és seu amigo, por que vem à sua irmã
Deixá-la aflita, logo assim pela manhã?"
"Não, não conheces Rodo. O meu irmão
Perde apenas o que eu mesma lhe dei
Como cacife para começar a mão..."
.
13/092020
domingo, 13 de setembro de 2020
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
A Abelha e a Vespa (de Alma Welt)
De repente estava fora do meu meio,
Perdera o meu encaixe original
E achando agora quase tudo feio,
Até mesmo este meu torrão natal...
Meu irmão então me disse: "Vem comigo
Vou te mostrar o mundo verdadeiro,
Que está muito mais para um vespeiro
Que a colmeia que crês que é teu abrigo."
Carregou-me com ele mundo afora,
Mas no circuito de criaturas vis
Onde a dúbia emoção do jogo mora.
E eu disse: "Estou de novo sem encaixe
E cobiçada demais para ser feliz:
Antes abelha que à vespa me rebaixe..."
.
03/09/2020
Perdera o meu encaixe original
E achando agora quase tudo feio,
Até mesmo este meu torrão natal...
Meu irmão então me disse: "Vem comigo
Vou te mostrar o mundo verdadeiro,
Que está muito mais para um vespeiro
Que a colmeia que crês que é teu abrigo."
Carregou-me com ele mundo afora,
Mas no circuito de criaturas vis
Onde a dúbia emoção do jogo mora.
E eu disse: "Estou de novo sem encaixe
E cobiçada demais para ser feliz:
Antes abelha que à vespa me rebaixe..."
.
03/09/2020
domingo, 23 de agosto de 2020
terça-feira, 30 de junho de 2020
O Vulto Noturno (de Alma Welt)
Pedi rima para "amor" e jamais "ouro"
Quando o vulto o soprou ao meu ouvido:
"Não rima mas o efeito é duradouro",
E eu no sonho o expulsei por presumido.
"Sou rico!" de manhã o irmão gritava:
Mostrando de dinheiro uns grandes maços.
E eu, guria, um soneto lhe mostrava,
No meio da euforia dos abraços...
"De onde veio toda essa dinheirama?",
Temerosa perguntei ao meu irmão,
Já que os dias passava em sua cama.
-"Um vulto dava cartas no meu sono,
E eu no pôquer me faltando boa mão,
Pedi "ouro" e ajoelhei ante seu trono..."
.
27/07/2016
Quando o vulto o soprou ao meu ouvido:
"Não rima mas o efeito é duradouro",
E eu no sonho o expulsei por presumido.
"Sou rico!" de manhã o irmão gritava:
Mostrando de dinheiro uns grandes maços.
E eu, guria, um soneto lhe mostrava,
No meio da euforia dos abraços...
"De onde veio toda essa dinheirama?",
Temerosa perguntei ao meu irmão,
Já que os dias passava em sua cama.
-"Um vulto dava cartas no meu sono,
E eu no pôquer me faltando boa mão,
Pedi "ouro" e ajoelhei ante seu trono..."
.
27/07/2016
sexta-feira, 6 de março de 2020
O naipe do meu coração (Poema- canção de STING, em versão de Lucia Welt ( Epígrafe para este blog dos Sonetos de poker, do Rodo, de Alma Welt)
https://youtu.be/pm3rDbXbZRI
O naipe do meu coração
(canção de autoria do STING,
que fecha o belo filme "O Profissional", de Luc Besson)
Ele lida com as cartas como uma meditação
E aqueles com quem ele joga nunca suspeitam
Que ele não joga pelo dinheiro que ganha
Ele não joga por respeito
Ele negocia as cartas para encontrar a resposta
A geometria sagrada do acaso
Na lei oculta de um resultado provável
Os números conduzem uma dança
Eu sei que "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os "clubs" são armas de guerra
Eu sei que "diamonds" significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
Ele pode jogar o valete de diamantes
Ele pode colocar a rainha de espadas
Ele pode esconder um rei na mão
Enquanto sua memória se apaga
Eu sei que as "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os clubs são armas de guerra
Eu sei que diamonds significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
E se eu te dissesse que te amava
Você talvez ache que há algo errado
Eu não sou um homem de muitos rostos
A máscara que eu uso é única.
Bem, quem fala nada sabe
E descubro o seu custo
Como aqueles que amaldiçoam a sorte por aí
E aqueles que temem estão perdidos
Eu sei que as "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os "clubs" são armas de guerra
Eu sei que "diamonds" significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
Esse não é o naipe,o naipe do meu coração
Esse não é o naipe, o naipe do meu coração
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O naipe do meu coração
(canção de autoria do STING,
que fecha o belo filme "O Profissional", de Luc Besson)
Ele lida com as cartas como uma meditação
E aqueles com quem ele joga nunca suspeitam
Que ele não joga pelo dinheiro que ganha
Ele não joga por respeito
Ele negocia as cartas para encontrar a resposta
A geometria sagrada do acaso
Na lei oculta de um resultado provável
Os números conduzem uma dança
Eu sei que "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os "clubs" são armas de guerra
Eu sei que "diamonds" significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
Ele pode jogar o valete de diamantes
Ele pode colocar a rainha de espadas
Ele pode esconder um rei na mão
Enquanto sua memória se apaga
Eu sei que as "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os clubs são armas de guerra
Eu sei que diamonds significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
E se eu te dissesse que te amava
Você talvez ache que há algo errado
Eu não sou um homem de muitos rostos
A máscara que eu uso é única.
Bem, quem fala nada sabe
E descubro o seu custo
Como aqueles que amaldiçoam a sorte por aí
E aqueles que temem estão perdidos
Eu sei que as "spades" são as espadas de um soldado
Eu sei que os "clubs" são armas de guerra
Eu sei que "diamonds" significam dinheiro nesta arte
Mas esse não é o naipe do meu coração
Esse não é o naipe,o naipe do meu coração
Esse não é o naipe, o naipe do meu coração
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