Matilde me desperta com um espelho
Dizendo entre severa e carinhosa:
“Vê este belo cabelo tão vermelho
E esta máscara de louça preciosa?”
“Não serão "siempre asi", ó minha "niña,"
E envelhecerás como todos os mortais.
Reparaste que nas uvas a gavinha
Logo prudente se agarra nos varais? “
“Puseste tua esperança nos teus versos,
Mira que estás aqui "siempre solita"
A esperar teus amores "tan" dispersos."
O maior deles joga as tuas cartas:
A tua casa e "tu carne tan bonita"
Porque crê que de esperá-lo não te fartas...

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