segunda-feira, 30 de abril de 2012


O Espelho Matinal - Litografia de Guilherme de Faria


Matilde e o Meu Espelho (de Alma Welt)

 Matilde me desperta com um espelho
 Dizendo entre severa e carinhosa:
 “Vê este belo cabelo tão vermelho
 E esta máscara de louça preciosa?”


 “Não serão "siempre asi", ó minha "niña,"
E envelhecerás como todos os mortais.
Reparaste que nas uvas a gavinha
Logo prudente se agarra nos varais? “


 “Puseste tua esperança nos teus versos,
 Mira que estás aqui "siempre solita"
 A esperar teus amores "tan" dispersos."


O maior deles joga as tuas cartas:
A tua casa e "tu carne tan bonita"
Porque crê que de esperá-lo não te fartas...

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