Meu amor, hás de restar depois de mim
E chorarás por fim, como eu por ti
Que fatalmente hei de acabar assim,
Uma fonte a minar pra sempre, aqui
Na coxilha acostumada com meus aisE chorarás por fim, como eu por ti
Que fatalmente hei de acabar assim,
Uma fonte a minar pra sempre, aqui
Enquanto conto as sílabas nos dedos
Pr’ o coração não esperar de ti demais
Mas somente os meus próprios versos ledos.
Sei que amas mais que a mim as tuas cartas,Pr’ o coração não esperar de ti demais
Mas somente os meus próprios versos ledos.
Na falta delas nem poderás me amar,
Conquanto eu não impeça que tu partas.
Sei que não há injustiça no Destino,Conquanto eu não impeça que tu partas.
Nem nessa carta que tiramos ao azar,
Branca dama a tanger um violino...