sábado, 14 de julho de 2012

Cartas na mesa (de Alma Welt)


Meu amor, hás de restar depois de mim
E chorarás por fim, como eu por ti
Que fatalmente hei de acabar assim,
Uma fonte a minar pra sempre, aqui
Na coxilha acostumada com meus ais
Enquanto conto as sílabas nos dedos
Pr’ o coração não esperar de ti demais
Mas somente os meus próprios versos ledos.
Sei que amas mais que a mim as tuas cartas,
Na falta delas nem poderás me amar,
Conquanto eu não impeça que tu partas.
Sei que não há injustiça no Destino,
Nem nessa carta que tiramos ao azar,
Branca dama a tanger um violino...

Um comentário:

  1. Oi Lúcia!
    Lindo soneto! Parabéns por divulgar o trabalho de sua irmã!
    Prazer estar aqui! Com tempo, venha ler e comentar INFAUSTA CORRIDA no http://jefhcardoso.blogspot.com
    Abraço!

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