quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O aventureiro (de Alma Welt)

A vida é lindamente perigosa,
Diz Rodo, meu irmão aventureiro,
Com aquele ar astuto de raposa
Que acabou de arrombar o galinheiro.

Venha comigo, Alma, pela estrada,
Vamos juntos aos cassinos jogar tudo!
Ontem, por um triz, um quase nada,
Inverti a lei do jogo, "lex ludo"...

Quase quebrei a banca na roleta
E saí na minha Ferrari à contramão
Despistando uma outra bem suspeita.

No poker, mais bonita e provocante
Poderei resgatar-te numa mão *
E te darei metade do montante...

.
07/09/2016

Nota
*"Poderei resgatar-te numa mão" - Na verdade, isso ocorreu muitos anos atrás, quando Rodo, acompanhado da Alma no auge de sua beleza, jogou sua própria irmã no poker (além de jogar a estância também) numa mesa de profissionais e milionários, e... ganhou. E ao que parece, Alma o perdoou. Vejam o soneto abaixo:

O Rei dos Descalabros (de Alma Welt)

Acendam luzes, velas, candelabros,
Quero a casa em festa nesta noite!
Alguns o chamam “rei dos descalabros”,
Mas peço, não me impeçam que me afoite.

Jogou a nossa estância... mas ganhou!
Até este casarão trocou em fichas.
Com sua própria irmã ele dobrou
E uma fortuna fez, de velhas rixas...

Para saudar o aventureiro, acenderei!
Vou esperá-lo na varanda com champanhe,
Não o censurarei... Deus me acompanhe!

Para não ser comedida com o sortudo,
Ao abraçá-lo forte, esquecerei
Ter jogado minha carne, alma, e tudo...

.
sem data

Nenhum comentário:

Postar um comentário