Na última vez que foste embora
Morreu um pouco mais minha criança
Nos meus braços, retida desde agora
Nesta ativa aduana da Lembrança.
Já não estamos juntos no meu horto...
Devo aceitar que tu és o marinheiro
Que tens uma mulher em cada porto,
E eu cá sou a partida ou estaleiro
Quando voltas um pouco mais distante
E cínico, do mundo mais descrente,
Embora o tenhas todo à tua frente,
Que é o teu quintal de estrepulias,
Mas não mais o de um tempo deslumbrante
Quando tinhas-me na mão e tu sabias...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
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